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por Equipe do Observatório

Crescimento da indústria e do varejo em Goiás em 2024 consolidam cenário econômico aquecido e positivo no Estado

O varejo ampliado goiano cresceu 9,4% de janeiro a dezembro de 2024, sendo o 4° maior do Brasil no ano, ficando atrás apenas do Amapá (15,8%), Paraíba (11%) e Rio Grande do Sul (9,5%), segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta foi influenciada pela venda de veículos, motocicletas, partes e peças (23%). Também houve avanço no item comércio varejista, que considera apenas oito grupos principais, destinados à venda diretamente ao consumidor final. Goiás cresceu 6% e superou a média nacional de 4,7% em 2024. O destaque foi para a venda de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (23,6%).

“Esse resultado traz um desempenho bastante interessante principalmente no varejo porque nós temos que levar em consideração que o varejo é o grande precursor de colocar à disposição do mercado na ponta, onde está o consumidor final, os itens de subsistência e também os itens de consumo”, diz o economista Renato Ribeiro, lembrando que Goiás é um grande celeiro da indústria farmacêutica, com um polo muito forte em Anápolis. “Com isso, Goiás superou a expectativa de um crescimento acelerado para o varejo, que é um excelente sinal e que traz ali um aumento do PIB no nosso Estado e que traz também a possibilidade de novos investimentos”, completa.

“Esse crescimento registrado em 2024 mostra que o comércio goiano, ou seja, o varejo goiano, ele continua se fortalecendo em relação à média do cenário nacional. Essa variação traz um acumulado de 3,5 meses consecutivos de crescimento, o que não acontecia desde o ano de 2014aqui no Estado de Goiás”, avalia.

“Um crescimento do varejo ampliado juntamente a um crescimento da produção industrial significa que a nossa economia na gestão do governador Caiado está trabalhando em uma direção amplamente correta”

Já na indústria, o crescimento em 2024 foi de 2,6% segundo o IBGE. Esses números compõem o índice de atividade econômica do Estado, que cresceu 3,4% no ano passado, segundo o Banco Central.

Ribeiro vê esse crescimento como naturalmente ligado ao comércio: “se o varejo cresce e a indústria cresce, isso significa que a economia do nosso estado consequentemente está crescendo de uma maneira gradativa, isso é muito bom. O [cenário] poderia ser diferente se, por exemplo, o varejo crescesse e a indústria caísse, o que poderia ser reflexo de índices de importações muito grande. O contrário também seria algo preocupante, se a indústria cresce e o varejo cai, significa que haverá mais índices de desemprego visto que a indústria está produzindo e de maneira geral e a população não está consumindo”, pondera.

“Então quando nós temos um crescimento do varejo ampliado juntamente a um crescimento da produção industrial significa que a nossa economia na gestão do governador Caiado está trabalhando em uma direção amplamente correta do ponto de vista macroeconômico, em que Goiás teve um crescimento muito maior do que o nacional”, acrescenta Ribeiro, que salienta que é importante destacar que o ritmo do crescimento industrial está acelerado. “Em particular nos últimos seis anos, mostrando que a nossa economia está totalmente aquecida, gerando emprego, renda e contribuindo para a relação positiva socioeconômica do nosso Estado”, finaliza.