A geração de novos empregos no setor da construção civil em Goiás cresceu 340% entre janeiro e setembro deste ano, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego (Caged). O saldo já é de 14,8 mil novos empregos, com 105,1 mil trabalhadores de carteira assinada atuando na área.
“As empresas estão na situação de positivação de vendas. Isso acontece porque a massa salarial cresceu bastante, a gente tem um número de desempregados muito baixo, o mercado de trabalho está muito aquecido, contratou bastante [ao ponto que] hoje falta mão de obra para a contratação”, avalia o especialista em economia, Leandro Resende.
Goiânia possui hoje mais de 150 canteiros de obras e Resende avalia que não há mais porque a demanda está tão alta que falta pessoal. “O consumidor está comprando. A questão é de capacidade de mão de obra e custos de material que vão subindo. Então essa questão pode ser um empecilho para o futuro, porque mesmo vendendo muito bem, o custo da obra está muito alto”, aponta.
“As empresas estão na situação de positivação de vendas. Isso acontece porque a massa salarial cresceu bastante, a gente tem um número de desempregados muito baixo”
O especialista destaca, porém, que governos, instituições e o próprio setor produtivo estão empenhados em sanar o gargalo de mão de obra, algo necessário, já que a construção civil não dá sinais de esfriamento.
“O setor tem buscado essa mão de obra em vários outros segmentos, com boas ofertas de remuneração e tem subido essa remuneração gradativamente, até um pouco acima da média das outras profissões, mas é um trabalho que tem que ser especializado em algumas áreas dentro da construção. Então hoje a dificuldade de expansão do setor está na questão da mão de obra e ele vai continuar ativo, ou seja, a gente vai continuar com esse patamar elevado de obras”, completa.