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por Equipe do Observatório

Goiás termina 2024 com bons resultados na economia e boas perspectivas para 2025

Goiás fechou o ano de 2023 com o maior Produto Interno Bruto (PIB) registrado a série histórica, segundo dados do Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (IMB). O montante atingiu R$ 342 bilhões, com destaque para o setor de agronegócio. Foi um crescimento de 5,2% em relação ao ano de 2022. Em 2024, o PIB goiano cresceu 4,8% no mês de junho na variação mensal interanual, comparação entre junho de 2024 contra o mesmo mês do ano anterior, com desempenho puxado pelos setores de serviços (6%) e indústria (2,4%).

A produção de grãos, como milho e soja, foi o motor desse avanço, além do aumento expressivo no abate de bovinos e frangos. Entre julho de 2023 e julho de 2024, o setor industrial do estado registrou uma expansão de 8,1% com destaque para segmentos como a fabricação de veículos e produtos alimentícios.

Foi um ano com resultados positivos também no mercado de trabalho, com a criação de mais de 82 mil empregos formais até outubro resultando em mais de 1,59 milhão de trabalhadores com carteira assinada, também uma alta histórica. “Esse avanço foi impulsionado pela retomada das atividades econômicas no pós-pandemia, aliado ao fortalecimento do agronegócio e da indústria, que se beneficiaram de uma demanda global por commodities e bens industrializados. O ambiente de negócios também foi favorecido pela busca de simplificação e agilidade em processos empresariais, criando condições para novos investimentos no estado”, avalia o economista Diego Dias.

“Com uma estratégia bem direcionada, o estado pode consolidar seu crescimento de forma sustentável, garantindo que os benefícios econômicos alcancem o maior número possível de cidadãos”

Por outro lado, o setor de serviços, que representa aproximadamente 60% do PIB goiano, apresentou um crescimento mais moderado de 2,2% em 2023. Embora positivo, esse desempenho ficou aquém das taxas registradas pelo agronegócio e pela indústria, que cresceram 12,9% e 8,1%, respectivamente, no mesmo período. “A diferença reflete a desigualdade que ainda existe entre os setores econômicos do estado, evidenciando a necessidade de maior atenção ao setor de serviços, que tem grande potencial para geração de empregos e diversificação da economia”, pontua o economista.

Dentro do setor, áreas como turismo e serviços profissionais ainda apresentam desafios, enquanto o comércio varejista, parte do segmento de serviços ampliados, teve um desempenho mais robusto, com alta acumulada de 6,3% no ano. Esse crescimento reflete o aumento do consumo interno e a recuperação gradual da renda de boa parte da população, mas aponta para a necessidade de políticas públicas que fortaleçam o setor como um todo.

Para 2025, as perspectivas são otimistas, com o agronegócio e a indústria continuando a desempenhar papéis centrais no crescimento econômico do Estado. “É fundamental que Goiás invista em áreas estratégicas como infraestrutura, educação e inovação, além de fomentar políticas que promovam o desenvolvimento do setor de serviços e reduzam as desigualdades sociais. Com uma estratégia bem direcionada, o estado pode consolidar seu crescimento de forma sustentável, garantindo que os benefícios econômicos alcancem o maior número possível de cidadãos e fortalecendo sua posição como referência no cenário nacional”, conclui Dias.