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por Equipe do Observatório

Governo de Goiás oferece formação dedicada à área de tecnologia em diversas frentes

O mercado de trabalho na área de tecnologia é um dos setores com a melhor remuneração e também com a maior demanda por trabalhadores qualificados. Segundo dados da Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado Federal, há uma escassez de profissionais e sobram vagas: o déficit pode chegar a 532 mil pessoas até 2029. Com isto em mente, Goiás é um estado que se destaca neste campo com o desenvolvimento de práticas continuadas de incentivo e formação para que mais pessoas possam ingressar neste mercado tecnológico.

Por meio das Escolas do Futuro de Goiás (EFG), que tem unidades de ensino tecnológico em cinco municípios, os candidatos podem explorar cursos nas áreas de robótica, eletrônica, tecnologia de automação, economia criativa, informática, e-sports, inteligência artificial e engenharias. De 2021 a 2024, as EFGs certificaram mais de 19 mil alunos em 669 cursos. Outros 4 mil devem receber seus certificados neste ano. As inscrições podem ser feitas, quando há editais abertos, pelo site: efg.org.br

“O mercado sofre de um apagão de mão de obra em tecnologia, que não tem gente para a demanda que existe na área. Os números nacionais são alarmantes e, por isso, temos investido tanto para formar os goianos nesta área”, pontua o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação de Goiás, José Frederico Lyra Netto.

Especificamente na área de Tecnologia da Informação, as EFGs oferecem cursos de Inteligência Artificial; Aprendizado de Máquinas; programação; automação; nível básico de desenvolvimento em Python; lógica de programação e transformação digital e prototipagem.

Também existem programas específicos voltados para a área de tecnologia. O programa piloto Jornada para o Futuro começou a funcionar em 2024. Ele oferece curso técnico em tecnologia como parte curricular para os alunos do ensino médio integral estadual. O objetivo é formar jovens para o mercado de tecnologia.

O projeto piloto oferta o curso Técnico de Nível Médio em Desenvolvimento Web e Cyber Security a mais de 2 mil alunos desde 2024. O curso tem duração de três anos — os alunos do 1º ano do ensino médio que começaram o curso em 2024 se formam em 2026 e já saem com o diploma do curso técnico. Os demais alunos participantes sairão com certificados de qualificação profissional nos módulos que concluírem e terão oportunidade de concluir o curso nas EFGs, após o término do ensino médio.

O curso é dividido em quatro módulos: Desenvolvedor em Front-End, Desenvolvedor em Back-End, Assistente em Cibersegurança e Assistente em Cloud Computing. Além das 5 EFGs tecnológicas, 13 centros de ensino integral fazem parte do programa que játem 2.215 alunos matriculados em 11 municípios.

Outra iniciativa aberta em janeiro deste ano é o primeiro curso técnico de nível médio de Ciência de Dados. Disponível em cinco cidades (Goiânia, Aparecida de Goiânia, Mineiros, Santo Antônio do Descoberto e Valparaíso de Goiás), o curso é oferecido em uma parceria entre o Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), a Universidade Federal de Goiás (UFG) e a Fundação Telefônica Vivo (Pense Grande Tech), que trouxe a formação para Goiás.

A formação em Ciência de Dados é composta por três módulos: Gestão de Dados, Big Data e Análise de Dados. Com carga horária de 1.000 horas, e duração de 1 ano e 4 meses. Também faz parte do curso a capacitação em Educação Profissional e Tecnológica para a formação de professores do ensino público. O foco desta capacitação é a formação didática pedagógica.

“Defendemos o ensino técnico como um ponto importante na formação em tecnologia. O Brasil ainda não valoriza, como deveria, o ensino técnico, como fazem outros países, como Alemanha e Suíça. Temos que começar essa formação já no ensino médio, como começamos a fazer em Goiás, em parceria com a Secretaria de Educação, e, em paralelo a isso, facilitar a entrada dessas pessoas nas universidades para formação continuada. Nesse sentido, temos dialogado com as universidades para que os alunos com diplomas técnicos nessas áreas possam ter aproveitamento de créditos, caso queiram ingressar nas graduações do ensino superior”, completa o secretário Lyra Netto.

Uma novidade recente é o programa Start (Seguir Transformando Através da Robótica e outras Tecnologias), em parceria com o Instituto Federal de Goiás (IFG). O Start tem como objetivo inserir crianças e jovens de 8 a 20 anos no universo da robótica e das tecnologias avançadas, criando oportunidades de aprendizado e desenvolvimento para a juventude goiana, especialmente para aqueles em situação de baixa renda. Sendo 50% das vagas reservadas para meninas, promovendo equidade de gênero.

O curso oferece aulas de robótica, impressoras 3D, drones e outras tecnologias avançadas, e faz parte das ações do Goiás Social. As primeiras turmas tiveram início em novembro de 2024, com a oferta total de 1.100 vagas. Neste ano, já foram abertas 1.500 vagas nas seguintes cidades: Goiânia (que conta com quatro laboratórios), Alto Paraíso, Anápolis, Aparecida de Goiânia, Aruanã, Catalão, Cristalina, Itumbiara, Jataí, Luziânia, Mambaí, Mozarlândia, Pirenópolis, Porangatu, Rio Verde, Santo Antônio do Descoberto, São Luís de Montes Belos, São Miguel do Araguaia, Trindade, Uruana e Valparaíso.

Mais informações no site ou pelo número 62 99627-6899.

Programa de estágio em grandes empresas de TI
Por fim, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) tem um programa piloto de estágios para alunos de tecnologia das Escolas do Futuro de Goiás, em parceria com grandes empresas. A primeira parceria firmada foi com a Everest Digital, empresa do Grupo Soluti. Criado para dar oportunidade a jovens de baixa renda, o programa combina treinamento teórico, prático e estágios supervisionados, com foco na profissão que deve estar em alta nos próximos anos.

As ações em parceria com a empresa envolvem palestras, monitores e auxílio durante as aulas. Desses, alguns são selecionados para os estágios — o número de vagas depende da demanda da empresa. A iniciativa ganhou o prêmio LATAM Awards, principal prêmio da organização Data Center Dynamics (DCD), como a melhor iniciativa da América Latina na formação de talentos para o mercado de trabalho na área de tecnologia da informação (TI) em 2024.