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por Equipe do Observatório

Habilidades sociais são diferencial para entrar no mercado do agronegócio

Até o final do segundo trimestre de 2024, Goiás atingiu o seu melhor momento de empregabilidade no campo já registrado, com cerca de 1 milhão de pessoas trabalhando no setor de agropecuária. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram 89.430 admissões no campo no Estado entre janeiro e dezembro.

O setor de serviços gerou cerca de 40,5% desses empregos, principalmente por meio de prestadores em áreas tecnológicas. Os trabalhadores primários do cultivo da soja ficaram em segundo lugar, com cerca de 25% da mão de obra contratada. Desta forma, há demandas em toda a cadeia produtiva, mas principalmente entre os mais qualificados.

A consultora Samantha Andrade é especialista em capacitação para o setor agro enumera algumas qualidades que têm sido mais buscadas pelos empregadores no campo: “o agro está com um movimento de grandes admissões. Quando olhamos para cargos de entrada, como estágios e trainees, além de recém-formados, vemos muita necessidade de habilidades de comportamento, como liderança; comunicação e oratória; uma etiqueta institucional mínima para poder conduzir os trabalhos e desempenhar os relacionamentos interpessoais com a empresa”.

Para ela, uma falta de qualificação técnica pode até ser compensada no momento da contratação caso o candidato tenha esse perfil sólido de boas habilidades sociais.

“O agro está com um movimento de grandes admissões”

Já em relação às áreas com maior demanda, Andrade destaca o setor comercial. “A maior parte das vagas que a gente tem conduzido é na parte comercial, porque é onde a gente vê a máquina do negócio. Então são executivos de vendas, assistentes e analistas, cada um nas suas frentes”, pontua.

E informática, ainda é um diferencial? Segundo a consultora, ela ainda é muito importante, porém, é a informática da internet 2.0: “Os conhecimentos mínimos exigidos são pacote Office, Power BI, ferramentas mais estratégicas como o Canva, etc”.

Em relação a cargos mais avançados, para veteranos, Andrade vê uma demanda maior por repertório: profissionais com relacionamentos consolidados com clientes. Neste patamar, ela aponta uma necessidade técnica grande na formação acadêmica para quem for trabalhar com o desenvolvimento de produtos: “em algumas empresas de pesquisa, há algumas exigências como mestrado e doutorado”. Na parte da gestão e do planejamento, a mesma coisa: para conseguir uma vaga alta, como gerente ou diretor, uma graduação, pós-graduações e uma carteira de clientes são o diferencial.